Metodologia de Investigação: Estudos Etnográficos

Programa Doutoral em Multimédia em Educação (2008-2011) | Universidade de Aveiro | UC - MIME (Março a Junho de 2009)
[Wiki do grupo ApeMania: Damiana, Madalena, Marlene, Rafael, Vítor ]

Enquadramento


"Never doubt that a small group of thoughtful, committed citizens can change the world."
Margaret Mead

Projecto proposto no âmbito das Unidades Currículares Metodologias e Seminário de Investigação em Multimédia em Educação do Programa Doutoral em Multimédia em Educação 2008-2011 da Universidade Aveiro: o grupo considerou este tema de estudo, por achar que seria a metodologia menos escolhida pelos restantes colegas e aquela que menos iria ser seleccionada como método para o desenvolvimento das teses de doutoramento.

Na primeira sessão presencial, todos os elementos concordaram ser benéfico aproveitar a oportunidade para realizar mais uma aprendizagem, desenvolvendo um trabalho de pesquisa sobre a metodologia etnográfica; na altura, foi escolhido o nome do grupo "ApeMania", em função da popularidade de alguns estudos efectuados em comunidades de macacos e chimpamzés utilizando esta metodologia. As diversas leituras e trocas de ideias efectuadas pelos elementos do grupo rapidamente fizeram evidenciar a importância e pertinência desta metodologia em diferentes áreas e contextos.

A mudança conceptual da etnografia, desde o seu uso na antropologia até ao uso sociológico, alterou também a ideia de que ela constituía um olhar do ocidente para os desconhecidos e estranhos natives, passando a entendê-la como uma necessidade da sociedade industrial em olhar sobre si própria. Agora, a questão era como outrar-se, sem sair completamente de si e olhando para si próprio com o se fosse outro. Nesta perspectiva, a etnografia revela-se também como uma metodologia de estudo a considerar no contexto educativo. Pedro Silva (2003) afirma mesmo que:
''A etnografia parece, pois, revelar-se singularmente adequada à assunção da profissionalidade docente. (...) todo o professor reflexivo é, de algum modo, um etnógrafo, na medida em que demonstra possuir uma capacidade de escuta e de empatia para com o outro (alunos, colegas, familiares ou outros), de entender o entendimento dos outros, de se descentrar de si próprio, assim como de reflexão sobre a sua actuação, de modo a modificar esta sempre que o entender necessário".




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